Neste mês de abril, Angola, de maneira especial na Província de Benguela, enfrenta uma catástrofe desoladora. Esta realidade da África empobrecida, e que há muito tempo vem sendo afetada pelas consequências da guerra civil, agora está sofrendo com a força dos fenômenos naturais e pelas fragilidades estruturais da região.

Foto: Divulgação – Administração Municipal de Benguela – https://web.facebook.com/Cidadedeombaka

Chuvas torrenciais romperam o dique do rio Cavaco, em Benguela, inundando diversos bairros. Estradas e ferrovias cortadas, vidas perdidas e alertas de evacuação. Desastres assim agravam vulnerabilidades e colocam pessoas sujeitas a riscos ainda maiores, principalmente mulheres e crianças. Entre eles estão: a nossa comunidade Oblata, nosso projeto Centro Social Renascer, trabalhadores, familiares e mulheres atendidas atingidas.

Cláudio Sawandi, do Centro Social Renascer, projeto Oblata em Lobito (Angola), relata o drama: “Este mês, estamos a viver uma situação muito difícil de tragédia na minha província… ontem foi na minha cidade. Mais de 15 mil famílias desalojadas. Mortes e pessoas desaparecidas. Hoje não consegui sair para ir ao projeto no Lobito, porque na ponte que liga a cidade capital Benguela à Lobito, o nível de água passou e muita pessoas morreram”. 

A Província Santíssimo Redentor (formada por Angola, Brasil, Argentina e Uruguai), da Congregação das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, foi diretamente atingida por essa tragédia. E como Família Oblata, nos solidarizamos e compartilhamos a dor de nossos irmãos e irmãs. Nos colocamos em comunhão e oração pela restauração dos locais e comunidades afetadas, e em breve divulgaremos como apoiar esta situação de emergência humanitária.

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