Uma mobilização vibrante em defesa das mulheres reuniu moradores, organizações e movimentos sociais, artistas e serviços da rede de proteção
Ação promovida pela Pastoral da Mulher, obra social da Congregação das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, movimentou o território dos bairros Alto da Aliança e Vila Tiradentes, localizados em Juazeiro, Bahia.

A arte como denúncia esteve presente na caminhada que aconteceu em consonância com o Agosto Lilás, e que vai além das datas e da campanha, sendo parte de um conjunto de ações que permeia a atuação de Organizações comprometidas com os direitos humanos e a vida das mulheres.
«Caminhar também é denunciar. É ocupar os territórios. É levar informação, fortalecer redes e dizer, coletivamente, que a violência contra as mulheres não pode ser naturalizada», destaca Fernanda Lins, coordenadora da Pastoral da Mulher – Rede Oblata Brasil.
Durante o percurso, a comunidade acompanhou intervenções artísticas, mensagens de conscientização, momentos de diálogo e a distribuição de materiais informativos sobre o ciclo da violência e os canais de ajuda disponíveis.
As ruas foram transformadas em espaços de expressão, denúncia e reflexão. Em cada parada, as mensagens reforçaram a importância de romper o silêncio, buscar ajuda, denunciar os abusos e fortalecer as redes locais de acolhimento e proteção.

A artista Raphaela de Paula, da Trup Errante, interpretou um texto que afirma a potência do empoderamento para enfrentar a violência.
”Eu não vou me calar. Eu, aquietar-me? Não. Eu falarei tão livremente como sopra um vendaval.”
A força do trabalho em rede foi capaz de reunir diversos órgãos e instituições da região. Participaram da ação:
- Segurança e Proteção: Ronda Maria da Penha, Patrulha Maria da Penha, DEAM, CIAM e OAB Mulher.
- Poder Público e Saúde: Secretaria da Mulher e Juventude, Agentes Comunitários de Saúde e UNIFTC.
- Coletivos e Projetos Sociais: Grupo Margaridas, Rotary Clube, CEVASF, Zumba das Acácias, Pastoral da Criança, Pastoral do Idoso e Equalize Ser.
- Cultura e Comunidade: Trup Errante, a artista Fernanda Luz, Clube dos Cabos e Soldados, terapeutas voluntários, Paróquia Nossa Senhora de Fátima e moradores dos bairros.
Nas redes sociais, a professora da UNEB, Maisa Antunes, comentou:
Para nós da Universidade da Bahia, do DCH III, através do ‘Projeto de Extensão Literatura e Vida: Histórias que os corpos contam’, em parceria com a Trup Errante, é uma oportunidade de novas aprendizagens. As atrizes da Trup trouxeram paisagens sensíveis para nossa reflexão, Eduarda Morais e Eduarda Moret seguraram essas paisagens no tempo para a gente.


Ela também reforçou a importância do trabalho continuado e cuidadoso das Oblatas, por meio da Pastoral, no território de Juazeiro da Bahia:
«A luta, o trabalho da Pastoral da Mulher em combate à violência contra a mulher ao longo de mais de 40 anos é um sinal de resistência sólida no apoio e acolhimento às mulheres em situação de vulnerabilidade social. A caminhada, que todo ano a Pastoral realiza, é um movimento necessário e potente para dar visibilidade a este cenário de violência que na maioria das vezes essas mulheres estão expostas. Vida longa à Pastoral da Mulher no diálogo com as mulheres!»
A caminhada encerrou seu percurso na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, local escolhido para dar sequência às atividades focadas na atenção à comunidade:
- Orientação Jurídica e Direitos: a OAB Mulher conduziu orientações sobre o enfrentamento à violência contra as mulheres.
- Práticas integrativas: terapeutas voluntários ofereceram momentos de escuta, cuidado e promoção do bem-estar.
- Educação lúdica: a Ronda Maria da Penha promoveu a dinâmica do Jogo da Violência, conscientizando sobre as diferentes formas de agressão e como buscar proteção.
- Serviços de saúde: A equipe da UNIFTC realizou testagens rápidas para ISTs e HIV, testes de glicemia e aferição de pressão arterial, ampliando o acesso da população a exames preventivos.
Para a Pastoral da Mulher, como parte da missão Oblata que conecta 16 países com projetos sociais ativos, ocupar os territórios é uma forma de cuidado e compromisso, um modo de ir ao encontro de quem precisa, articular e construir, junto com a comunidade, estratégias efetivas de combate à violência.
Arte nas ruas: @truperrante @unebdch3
Fotos: @_moraisdc e @moret.eduardajpg
Veja fotos e vídeos no Instagram da @RedeOblataBrasil
Mais informações
[email protected] (Fernanda Lins)
[email protected] (Iana Joane)
74 3611-0699 (WhatsApp)
Assessoria: [email protected] (Nanda Soffiette)