Ação promovida pela Pastoral da Mulher, obra social da Congregação das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, movimentou o território dos bairros Alto da Aliança e Vila Tiradentes, localizados em Juazeiro, Bahia. 

A arte como denúncia esteve presente na caminhada que aconteceu em consonância com o Agosto Lilás, e que vai além das datas e da campanha, sendo parte de um conjunto de ações que permeia a atuação de Organizações comprometidas com os direitos humanos e a vida das mulheres. 

Durante o percurso, a comunidade acompanhou intervenções artísticas, mensagens de conscientização, momentos de diálogo e a distribuição de materiais informativos sobre o ciclo da violência e os canais de ajuda disponíveis.

As ruas foram transformadas em espaços de expressão, denúncia e reflexão. Em cada parada, as mensagens reforçaram a importância de romper o silêncio, buscar ajuda, denunciar os abusos e fortalecer as redes locais de acolhimento e proteção.

Fotos: @_moraisdc e @moret.eduardajpg

A artista Raphaela de Paula, da Trup Errante, interpretou um texto que afirma a potência do empoderamento para enfrentar a violência.

A força do trabalho em rede foi capaz de reunir diversos órgãos e instituições da região. Participaram da ação:

  • Segurança e Proteção: Ronda Maria da Penha, Patrulha Maria da Penha, DEAM, CIAM e OAB Mulher.
  • Poder Público e Saúde: Secretaria da Mulher e Juventude, Agentes Comunitários de Saúde e UNIFTC.
  • Coletivos e Projetos Sociais: Grupo Margaridas, Rotary Clube, CEVASF, Zumba das Acácias, Pastoral da Criança, Pastoral do Idoso e Equalize Ser.
  • Cultura e Comunidade: Trup Errante, a artista Fernanda Luz, Clube dos Cabos e Soldados, terapeutas voluntários, Paróquia Nossa Senhora de Fátima e moradores dos bairros.

Nas redes sociais, a professora da UNEB, Maisa Antunes, comentou:

Para nós da Universidade da Bahia, do DCH III, através do ‘Projeto de Extensão Literatura e Vida: Histórias que os corpos contam’, em parceria com a Trup Errante, é uma oportunidade de novas aprendizagens. As atrizes da Trup trouxeram paisagens sensíveis para nossa reflexão, Eduarda Morais e Eduarda Moret seguraram essas paisagens no tempo para a gente. 

Ela também reforçou a importância do trabalho continuado e cuidadoso das Oblatas, por meio da Pastoral, no território de Juazeiro da Bahia:

A caminhada encerrou seu percurso na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, local escolhido para dar sequência às atividades focadas na atenção à comunidade:

  • Orientação Jurídica e Direitos: a OAB Mulher conduziu orientações sobre o enfrentamento à violência contra as mulheres.
  • Práticas integrativas: terapeutas voluntários ofereceram momentos de escuta, cuidado e promoção do bem-estar.
  • Educação lúdica: a Ronda Maria da Penha promoveu a dinâmica do Jogo da Violência, conscientizando sobre as diferentes formas de agressão e como buscar proteção.
  • Serviços de saúde: A equipe da UNIFTC realizou testagens rápidas para ISTs e HIV, testes de glicemia e aferição de pressão arterial, ampliando o acesso da população a exames preventivos.

Para a Pastoral da Mulher, como parte da missão Oblata que conecta 16 países com projetos sociais ativos, ocupar os territórios é uma forma de cuidado e compromisso, um modo de ir ao encontro de quem precisa, articular e construir, junto com a comunidade, estratégias efetivas de combate à violência.

Arte nas ruas: @truperrante @unebdch3

Fotos: @_moraisdc e @moret.eduardajpg

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